“Os custos de logística do Brasil estão entre os maiores do mundo, cerca de 20% do custo dos produtos. Enquanto não trabalharmos para o planejamento logístico de médio e longo prazos continuaremos para trás na competitividade com outros países.” Alceu Moreira

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Vitória parcial: não ao emplacamento de veículos agrícolas

No último dia 25 de novembro, o Congresso manteve o veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto de minha autoria (3312/2012) que acabava com o emplacamento, o licenciamento e a cobrança de IPVA para maquinários agrícolas.

16/12/2014

No último dia 25 de novembro, o Congresso manteve o veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto de minha autoria (3312/2012) que acabava com o emplacamento, o licenciamento e a cobrança de IPVA para maquinários agrícolas.

Pressionado na última semana pelas paralisações de agricultores em todo o Brasil e, em especial no Rio Grande, onde quinze rodovias foram fechadas, o governo prorrogou o começo do emplacamento para janeiro de 2016, ou seja, um ano a mais de prazo. A medida, embora seja uma vitória, é parcial, porque não resolve o problema, apenas retarda.

A fúria arrecadatória do governo federal para cobrir seus gastos excessivos não tem limites. Como o governo pode contribuir para o setor rural emplacando colheitadeiras, tratores e tobatas fossem carros de passeio?

Ninguém usa uma colheitadeira para passear com a esposa no final de semana ou para levar a namorada para tomar um sorvete na praça da cidade.

Consigo antever as filas de colheitadeiras e tratores no centro das cidades para fazer a vistoria e colocar as placas. Ou pior, prevejo uma nova instituição, o aluguel de máquinas emplacadas.

Os veículos agrícolas são ferramentas de trabalho, enxadas com motor, usadas exclusivamente para a produção de alimentos. Eles permanecem 98% do tempo dentro das propriedades e quando saem é apenas para se deslocar entre uma propriedade e outra, para fazer a revisão no mecânico ou para o abastecimento.

A placa em si não diminui o tamanho e nem a velocidade das máquinas, ou seja, não coíbe acidentes. Também não auxilia em caso de roubo, já que a primeira coisa que o criminoso faz é retirar ou trocar a placa, podendo o veículo ser recuperado apenas pelo número do chassi.

Insistir em onerar o setor rural, mesmo que daqui a um ano, além de descabido é preconceituoso. Por isso, vamos continuar a batalha e só parar quando tivermos certeza que o produtor estará protegido para produzir o alimento que colocamos em nossas mesas.